Direção coletiva: Oswaldo Giovannini, Janaina Santa Cruz, Clara Farias, Rayssa Moraes, Luiz Carlos Nascimento, Severina Sarafim

duração: 18′

Rio Tinto/PB

2017

Inspirado na etnografia de Marianna Queiroz, realizada junto aos indígenas potiguaras da aldeia Jaraguá em Rio Tinto/PB, “Tudo vai pela lua” retrata a vida e o trabalho do pescador Severino dos Santos (Silvinha), no mangue do rio Mamanguape. O filme aborda a relação do homem com a natureza, na vida do pescador marcada pelo ritmo da maré. Procurando captar a temporalidade da “pesca de tomada”, apresenta uma câmera contemplativa deslizando pelas águas do rio, do mangue, das camboas, conciliada com uma câmera direta, em ação e movimento, retratando parte do cotidiano de um pescador que vive à beira do mangue no ritmo das águas que se movimentam regidas pelas fases da lua. Cultura e natureza se complementam na vida do pescador potiguara.

A pesquisa de etnografia fílmica se baseia na antropologia compartilhada de Rouch (“A câmera e os homens”), nos enquadramentos sugeridos por Claudine de France para técnicas e corpo (“Cinema e Antropologia”), nas reflexões de Ingold sobre ritmo e paisagem e relações entre natureza e cultura (“Estar vivo”) e ainda no trabalho de pesquisa em antropologia visual de Rafael Devos sobre pesca, ritmos e paisagem (“Paisagem como panorama e ritmos audiovisuais”).